Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

INTERNET E VESTIBULAR

Muito além dos livros

Internet pode ser de extrema ajuda para o aluno que vai prestar vestibular, desde que ele saiba filtrar informações, se organizar e fugir de endereços que levam à dispersão


Marcos Michelin/EM/D.A Press
Michel Souza criou a comunidade Grupo de Estudos Online no Orkut para trocar informações e aproveitar melhor o tempo que passa conectado


Escrito por Silas Scalioni

A informática, principalmente depois da criação da internet, se transformou numa importante ferramenta de ajuda aos jovens que precisam encarar o vestibular, especialmente àqueles que aspiram vagas em cursos mais concorridos ou instituições de ensino mais difíceis de passar, como as universidades federais. As informações contidas na rede para pesquisa podem ser fundamentais para o aluno, desde que ele faça sua navegação por lugares confiáveis e relevantes.

Para Eduardo Gonzaga, professor de geografia do Colégio Pitágoras das turmas do terceiro ano do ensino médio integrado ao pré-vestibular, a veracidade da informação é, de fato, fundamental para que o aluno aproveite bem o conteúdo da internet. “Da mesma forma que a rede oferece muita coisa boa, apresenta também bastante lixo. Saber classificar a informação é primordial”, diz ele, ressaltando que é aí que a escola precisa estar mais presente, desempenhar o papel que realmente é de sua responsabilidade, que é o de fornecer ao estudante fontes confiáveis. “Eu, por exemplo, já usei vários vídeos do YouTube, com dados importantes, em minhas aulas. Para o aluno, muitas vezes a ficha cai quando ele assiste a uma imagem. Só que o YouTube tem também muita bobagem. Cabe a mim, por exemplo, indicar o que é útil no endereço.”

“Uso o computador regularmente nos estudos. Geralmente visito sites como Wikipédia e Google para pesquisas, mas, por saber que nem toda informação ali é séria, procuro sempre verificar se o que busco está no contexto da aula em sala. Se não, busco outra fonte ou vou atrás do próprio professor para pedir alguma dica”, revela a estudante Luisa Margotti de Carvalho, que se prepara para fazer vestibular para direito, na UFMG. “Aproveito bastante a internet também para ver e tentar resolver questões de provas anteriores. É muito fácil obtê-las, basta acessar o site das faculdades”, completa.

GRUPOS DE ESTUDO Além da credibilidade do conteúdo on-line, para ter o computador como aliado de fato é preciso usá-lo adequadamente. Afinal, uma máquina conectada é uma tentação à dispersão de jovens. Navegar pelo MSN e sites como Orkut, YouTube, Flickr, entre outros, nem pensar. A não ser que seja para participar de algum grupo de estudos virtual.

Grupo, por exemplo, como o criado em 2006 pelo estudante de design gráfico na Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Michel Souza. “Uni o útil ao agradável, pois gosto muito de internet e tinha pouco tempo para estudar. Tive, então, na época de prestar vestibular, a idéia de fazer no Orkut a comunidade Grupo de Estudos Online para aproveitar melhor meu tempo na rede”, conta ele, que começou a estudar com outras 15 pessoas.

“Por meio do Paltak, programa de bate-papo virtual, com recursos de texto, áudio e vídeo, chegamos até mesmo a criar uma programação de estudos, onde cada integrante, semanalmente, tinha de dar uma aula sobre a matéria que melhor dominasse, no meu caso, matemática. A gente era, assim, obrigado a estudar em dobro”, lembra. A comunidade virou hoje um ponto de referência no Orkut, com mais de 2.550 membros. Atualmente, os próprios integrantes é que marcam encontros e organizam estudos de acordo com suas conveniências.

Máteria publicada no ESTADO DE MINAS, Caderno Informática - 20 de Novembro de 2008

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

A febre dos Toys Art - brinquedos de gente grande.

Carlos Altman - Estado de Minas Sandra Kiefer - Estado de Minas

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Carlos Altman/EM/D.A Press

Diz que na sua infância você nunca pensou em pegar aquela Bárbie magrela da sua irmã chata, arrancar a cabeça da boneca fora e colocar no lugar a cabeça da sua Tartaruga Ninja, ganhada no Natal , só pra ver no que ia dar? Ou, ter uma réplica do E.T quase do seu tamanho com aquele dedo lanterna assustador? Ou melhor ainda, pintar de caneta azul , como se fossem veias de verdade, os braços daquela boneca de herança que sua mãe e que ela até hoje tem pavor de te ver perto dela? Quem mandou crescer né?

Se você morreu de vontade de fazer isto tudo e não fez, não se preocupe. A nova onda mundial é a febre dos Toy Art. Tudo aquilo que você não fez quando era criança agora pode ter ao alcance do seu olhos ou do seu bolso. Esta nova mania não passa de um brinquedinho para adultos descolados que adoram se divertir com algo diferente. Eles criam comunidades entre eles e trocam informações sobre as últimas novidades na área. Mas este brinquedinho não sai barato não! Mas como a turma é toda de adultos acima dos 25 e com uma recheada conta bancária. E daí? Tô pagaaaaaaaaando! Diriam todos. E pagam mesmo! Tem gente que gasta uma fortuna para ter em casa um monte de criaturas estranhas e bizarras bem longe das mãozinhas ávidas dos filhos, sobrinhso e até dos netos.

Carlos Altman/EM/D.A Press

Agora é o que o bicho vai pegar! Ou já pegou e você nem sabe? Os Toy Art invadem as grandes cidades do mundo como Hong Kong, Nova Iorque, Paris, Tókio, Londres, São Paulo e Frankfurt e provocaram um frisson por onde passa. E em breve entrarão em sua casa e vão colocar banca e mudar o seu modo de ver o mundo.

Mas que bicho é este que não sai das cabeças , mentes, casas e bocas dessa geração moderna de grafiteiros, designer de moda e objetos, publicitários, ilustradores, pueblos da música e da geração pós clubber. E todos não perdem uma coleção sequer. Coleção? E tem isto também? Como figurinhas da Copa do Mundo ou Amar é...?

Tem de sobra. È aí que está o grande charme desta epidemia? Parecem brinquedo, mas criança não pode nem chegar perto. São feitos de plástico, vinil ou resina, mas têm preço de objetos de arte. Vendidos em galerias, sites, lojas de decoração e agora também em espaços exclusivos, os Toy Art, verdadeiros bonequinhos de adultos (nada a ver com as figuras infláveis que se compram escondido), não servem para brincar, embora muitos sejam até articulados, mas para admirar e colecionar. Em geral são feitos por artistas plásticos, assinados e numerados, com poucos exemplares disponíveis. Fruto da mistura entre a cultura dos quadrinhos, dos mangás japoneses e do grafite, eles se tornaram diversão de moços e moças da turma dos modernos há quatro ou cinco anos e nos últimos meses conquistaram o coração dos colecionadores em geral, dispostos a gastar, por exemplo, quase 500 reais num gato preto e branco inflável, revestido de resina, de dois palmos de altura.

De lojas especializadas na venda desses bichos de gente doida a galerias de arte conceituadas os Toy Art estão espalhado por todos os cantos. A indústria de olho nesse filão não deixa por menos. Lembra daqueles bichinhos de pelúcia da Parmalat? Sucesso de vendas e teve até briga quando eles acabaram se espalharam por tudo que segmento. A TIM fez maior sucesso com a campanha para falar dos telefone fixo da empresa ao usar como garoto propaganda os seus bichinhos. Tem Shopping que oferece com brinde. A grife Channel não dispensa um Toy Art em suas lojas espalhadas pelo mundo. E recentemente, a moda da turma dos Ipods é ter os enroladinhos da Pepsi. Um bonequinho com carinha de ouriço do mar para enrolar os fios dos tocadores de MP3. E aí? Vai ficar olhando ou vai começar a sua coleção agora?

Quer saber mais sobre o que é Toy Art?

Onde tudo começou é uma discussão sem fim. Para uns o Toy Art é um segmento de vanguarda que se alastra mundo afora e até então pouco divulgado no Brasil. Em Tokyo, a famosa Keiko Miyata cria monstros de vários tamanhos e cores em intervenções conceituais. Podem ser bonecos, criaturas exóticas como insetos carnívoros, fantasmas ou zumbis, todos fazem parte do universo de fantasias e críticas ácidas ao mundo moderno. Através dos seus criadores, eles vão tecendo uma rede de expansão do surreal ao traçar um paralelo com o olhar outsider, quase visionário.

A simbologia dos bonecos vai além da imaginação. Eles deixaram de ser apenas binquedos de criança para se tornarem mascotes de adolescentes e adultos de todas as idades.

Em suas conexões com a urbe, os bonecos tanto se deixam dominar, observando atônitos o caos, quanto podem tornar-se operários de um mundo mais divertido e por que não dizer... mais fofo?! "Brinquedos macios porém obstinados, cada um com uma missão. Assim são os toys", diz May.

Para outros, foi em 1997 onde tudo começou. Michael Lau, um pintor e designer de Hong Kong de 26 anos, foi chamado por amigos da banda Anodize para criar a capa de seu novo CD. Lau decidiu customizar alguns bonecos dos Comandos em Ação (ou G.I. Joe) para deixá-los parecidos com os integrantes da banda e depois fotografá-los. Pouca gente conhece hoje a banda Anodize. Mas Michael Lau é uma estrela - pelo menos no mundo que ajudou a criar: o mundo da toy art . Logo depois de seus primeiros G.I. Joes, Lau criou um personagem de quadrinhos chamado Maxx, um skatista cool cheio de piercings e tattoos. Em pouco tempo, Maxx já era um boneco de 30 cm de altura e parte de uma grande coleção, chamada Gardeners. Viraram febre, ganharam seguidores, primeiro entre jovens descolados de Hong Kong e do Japão e depois entre o pessoal de moda, música e arte na Europa e nos Estados Unidos. Uma indústria começava a entrar em movimento, envolvendo artistas, ilustradores e grafiteiros de um lado, interessados e colecionadores de outro.

Os primeiros toys, criados há oito ou nove anos, hoje são considerados itens de colecionador: vendidos inicialmente por 20 dólares, hoje chegam a valer mais de 10 mil verdinhas. As peças de toy art ou urban vinyl, como é chamado o movimento nos Estados Unidos (por causa do vinil, material em que são feitas) têm pouco em comum com bonecos como o Ken, marido da Barbie, ou os próprios G.I. Joes. Aliás, nem são feitos para crianças (a maioria dos colecionadores tenta deixar os filhos longe de seus brinquedinhos). São peças criadas por artistas, em edições limitadas (de poucas centenas a alguns milhares) e totalmente originais. "O que faz um toy ser mais caro do que outro é sua raridade e a importância do artista que o criou", explica Nina. Podem ser bichinhos pintados por grafiteiros, como o Dunny e o Bearbrick (já considerados clássicos da toy art ), coelhinhos, como o Smokin'Labbit, que traz sempre um cigarro na boca (!), bonecas góticas como as da artista americana Camille Rosa Garcia, que nasceram em quadros de arte contemporânea ou bonecos punks criados por ilustradores de capas de CD (como Pus Head, literalmente Cabeça de Pus, ilustrador cult dos CDs da banda Metallica).

Em comum, os toys têm o fato de serem superurbanos, colecionáveis, de se valorizarem com o tempo e de sempre ter um novo a caminho. O movimento conquistou marcas de prestígio como a Chanel, que fez uma vitrine de toys em sua loja parisiense, a Nike, que contratou Michael Lau como garoto-propaganda, e a Levi's, que chamou artistas de toy art para customizar jeans. Até os criadores de desenhos animados da tradicionalHanna Barbera se renderam à moda e criam seus toys, aliás, caríssimos. Entre os artistas mais famosos no meio hoje, estão nomes como o inglês James Jarvis, o americano Gary Baseman, o japonês Yoshitomo Nara e o espanhol Frank Kosik.

Fonte: Divirta-se (Estado de Minas)

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Malditos Designers (Empreendedor)


Fonte: Design.com.br por Romolo

Romolo.com.br

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Papel e Criatividade

Domingo, 12 de Outubro de 2008

Na era do ponto-de-venda, o Design é vantagem competitiva

Por Karen Cesar*


Está claro que as empresas já descobriram que é no ponto-de-venda que está a verdadeira briga com a concorrência, que é para lá que se convergem todos os esforços de marketing. É nele que 85% das decisões de compra são tomadas. A batalha pela mente do consumidor é difícil já que ele vem sendo bombardeado com tanta informação. Há necessidade de constância e consistência na comunicação da marca para que o público não se perca.

Em um ambiente tridimensional onde se pode explorar todos os sentidos do consumidor, é possível ter mais ferramentas para criar entre ele e a marca uma relação emocional. O retorno é certo, desde que o trade e o Marketing entendam o que motiva o seu shopper. É preciso conhecer seus problemas, seus anseios, seus hábitos de consumo.

A loja tem que ser ou apresentar a resposta para o que ele precisa, tem que convidá-lo a se sentir parte daquele mundo. Não basta comprar o produto é importante se tornar fã dele. O consumidor tem que ser um agente multiplicador na divulgação dos seus
benefícios.

O investimento nas FlagshipStores ou lojas-conceito cresceu muito nos últimos anos. Isso se deve à possibilidade de experimentação, de contato físico com o produto em um espaço minuciosamente projetado para que ele seja a estrela. O encantamento deve estar em cada detalhe e é aí que o Design se torna um diferencial importante.

No planejamento da loja, é fundamental a preocupação com as cores, com a tipografia, com elementos que remetam ao conceito da marca, com grafismos e imagens que contem uma história. Isso é o que torna aquele lugar único, mágico, envolvente, intrigante, lúdico.
O Designer capaz de captar a essência e a personalidade da marca traduz em aplicações visuais suas principais características. A loja dialoga com quem a visita. A experiência de compra se torna inesquecível. Eu mesma tive esta sensação ao entrar na loja da Nespresso em Ipanema.
O excelente equilíbrio dos elementos e cores, as informações na medida certa, a possibilidade de experimentação os blends e máquinas, a vitrine impecavelmente planejada, a decoração simples que abusa do velho conceito: Menos é Mais, me seduziram tanto que além de comprar a máquina Nespresso, acabo usando como exemplo em todas as minhas aulas na faculdade de Design. A integração perfeita entre desenvolvimento de produto, know-how do trade marketing, treinamento da força de vendas, projeto arquitetônico, decoração, sinalização, design de embalagem, design gráfico nas peças, preço e atendimento pós-venda.

No entanto, neste composto o que mais ficou marcado foi o estímulo visual. Seja em grandes varejos ou em pequenas lojas do circuito drug, o grande desafio é fazer seu produto se destacar. O design de peças de ponto-de-venda deve se basear nos con$ceitos aplicados nas flagship stores: um espaço de experiência com a marca – mesmo que seja em um corner ou em um ponto extra.

Peças gráficas auto-explicativas, que interajam com o cliente, que chamem a atenção pelos formatos diferenciados, que coloram a gôndola, que permitam a experimentação, que se completem de maneira modular para que haja escalabilidade e possam ser usadas em PDVs de tamanhos diferentes com o mesmo impacto visual. Que tragam informações complementares ao cliente. É preciso pensar também na facilidade de aplicação das peças no PDV, já que nem sempre há treinamento.

Qualquer composição de peças deve funcionar. Foi o que a Red Bandana pensou ao criar as peças para a campanha de ponto-de-venda para o lançamento da coloração Casting Crème Gloss da LOréal Paris. Como não se tem 100% de controle sobre o que é feito varejo de todo o Brasil, nos preocupamos em desenvolver peças auto-explicativas, que se destacassem pela cor e pela forma em qualquer combinação.
O display de chão permitia que a consumidora testasse a cor do cabelo em frente ao espelho usando uma cartela de mechas estilo escala Pantone. Essa preocupação levou a campanha a ficar entre os finalistas do prêmio POPAI 2008. É mais uma prova de que o Design vende, vale a pena investir em empresas de bellow the line que conhecem as características do PDV no marketing mix.


* Karen Cesar é Sócia Diretora da Red Bandana Promoção e Design.

Publicado em 7/10/2008

Fonte: Mundo do Marketing

Poufman

Criado pelo escritório de design italiano Qayot, especializado em mobiliário e elementos decorativos para interior, esse moderno conjunto de pufes inclui também esse post na categoria dos “não há mais nada para ser dito”. Qualquer semelhança com o jogo não é mera coincidência. Eu, compraria.


Fonte: blog do vborges

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Voltei.

Estou de volta!
Vamos agitar novamente.

Michel Souza