A Bauhaus não pode ser entendida como “idéia de um homem só”. A sua formatação foi pensada com o apoio de um grupo de professores e artistas com diversas formações, e foi uma experiência pedagógica que acabou se transformando num movimento cultural e artístico, se tornando um mito depois de seu fechamento.
O ideal Bauhauseano foi um dos que mais influenciou o ensino do design do Séc. XX. Muitas escolas tiraram várias lições de sua proposta pedagógica. Isso porque a gente percebe uma inovação no que diz respeito aos métodos de ensino e se diferenciava na estrutura pedagógica de currículo.
E hoje ainda podemos observar fortes influências dessa pedagogia de ensino, principalmente as disciplinas ligadas ao desenvolvimento de projetos.
“Toda a prática deveria ser seguida a partir de uma reflexão, e é o resultado desse processo que resultam novos conhecimentos.” (Valery Fraisse)
Por mais pragmático que o design possa ser, ele é sempre resultante de algum tipo de reflexão. E isso apresenta de forma bem clara quando relacionamos o design com tecnologia. Enquanto tecnologia pode ser entendida como “a maneira de se fazer as coisas”, o design é “a maneira de se pensar estas coisas”. Estamos em um momento em que a tecnologia evolui a cada segundo, culturas se mesclam e o design exerce o papel fundamental de mediador.
Há muito tempo existe uma discussão acadêmica em relação ao seu desempenho pedagógico e sobre a postura da instituição. De um lado nós, alunos, eternos reclamantes. Do outro o corpo docente com sua mesma postura ao longo dos anos, preparando sua já conhecida aula. Como estudantes, podemos detectar facilmente vários problemas na estrutura das instituições.
Com isso, a faculdade fica como uma mera mediadora, enquanto o foco deveria ser a de troca de conhecimento. Uma atuação recíproca. São vários pontos a serem questionados: infra-estrutura, acesso restrito, laboratórios deficientes e às vezes até a própria postura intocável de alguns professores, claro, sem tirar o mérito de nenhum deles.
Porém do outro lado tem os próprios alunos, que muitas vezes se colocam em sua mesa, onde aguardam fórmulas para todos os problemas e esquece onde está o questionamento e a participação.
Infelizmente o comodismo é uma característica impressa no cidadão contemporâneo por diversos motivos. Sendo assim, não podemos apenas criticar as instituições, e sim sempre pensar no conjunto aluno/professor/instituição como uma engrenagem. E perceber que o design se desenvolve de uma forma muito rápida, e que os métodos de ensino devem seguir no mesmo ritmo dessa evolução.
“A Universidade tem obrigação de formar cidadãos, que entre outras coisas devem ser capazes de exercer uma profissão.” (Professor Ari Rocha, A folha que sobrou do caderno).
Trecho do relatório redigido por Vinícius Mota
Trabalho Acadêmico – Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
Seminário na Disciplina Fatores Filosóficos, Sociais e Culturais III – Prof. Mário Santiago
Alunos: Michel Souza, Taymerê Fonseca, Rodrigo Custódio e Vinícius Mota