O que você vai ser quando crescer?

Eu já respondi esta pergunta várias vezes e convicto das minhas decisões.

Tudo começou com a decisão de ser Engenheiro Civil aos 11 anos. Eu sempre gostei muito de desenhar, por isso achei que poderia juntar minhas habilidades com o desenho e meu amor pela matemática.

Logo após, percebi que eu não tinha paciência para lidar com a profissão, pensei na possibilidade de ser Arquiteto. Na minha concepção na época, tratava de uma área no mesmo segmento onde eu teria liberdade na criação de projetos e poderia explorar ainda mais minha habilidade com o desenho. Mas, não durou muito tempo.

Ganhei meu primeiro computador e foi amor a primeira vista. Não havia dúvidas, eu queria trabalhar com computador. Horas na internet, vários jogos e softwares. Eu tinha mania de baixar programas e testa-los apenas por curiosidade. Comecei a pesquisar sobre cursos relacionados a computação. Óbvio, que iria chegar na Ciência da Computação. Terminei o ensino médio decidido a prestar o vestibular para este curso.

Durante o ensino médio, idealizei vários projetos de sites. O primeiro desafio foi fazer um site para o meu clã do Lig-4. Eu não sabia nada de HTML e apenas criava artes digitais nos softwares encontrados durante meus testes.

Ao consultar o Guia de Profissões do CIEE, cheguei a conclusão (de uma maneira equivocada) que Ciência da Computação era focado em hardware. Eu gostava de computador, mas não simpatizava com a estrutura interna. Com isso, fui parar no Sistema de Informação. Eu ia trabalhar com computador, havia algumas matérias relacionadas a administração e não tinha foco no hardware. OK, foi minha opção de curso na UFMG.

Com este envolvimento em projetos vinculados a internet, não deixei de pesquisar sobre cursos relacionados ao webdesign. E, encontrei o curso de Design Gráfico na Universidade do Estado de Minas Gerais. Simplesmente, não conhecia a existência da universidade do estado e muito menos do curso. OK, foi minha opção de curso na UEMG.

Resultado, não passei em nenhum dos dois cursos. Durante este tempo acabei me dedicando a área de webdesign por ter me dado uma certa autonomia. Eu estava concentrado no vestibular e ainda ganhando um dinheirinho.

No ano seguinte,  por ter tido uma demanda considerável, resolvi abrir uma empresa na área de desenvolvimento de site e continuei dedicado aos estudos. Dias antes de preencher o formulário de inscrição do vestibular, fechei sociedade com um desconhecido (até então) para montarmos uma empresa de desenvolvimento de site e projetos de identidade visual.

Não havia dúvidas, minha paixão pela criação e a vontade de empreender me levou a optar apenas pelo Design Gráfico na UEMG. Felizmente, com muita dedicação e 12 horas de estudo por dia, consegui passar no vestibular.

Eu desconhecia completamente a grade curricular do curso e estava ansioso para chegar ao 5º e 6º período para ter as disciplinas Fatores Econômicos e Estudos de Mercados.

Sou feliz com a minha formação e com as experiências que vivi durante todo o curso. Tive a oportunidade de elevar a enésima potência todas as minhas habilidades relacionadas a criação, ao desenvolvimento de projetos, ao empreendedorismo e a apresentação de projetos/oratória.

Entrei no curso com um propósito dito no primeiro dia de aula, ao ser questionado pela escolha do curso, e no meu último dia de aula ao finalizar a apresentação do meu trabalho de conclusão de curso:

“… estou fazendo o curso não para ficar atrás do computador, e sim, para gerenciar minha equipe.” – Michel Souza, 2007

Estou a disposição para conversar sobre este assunto aos interessados e, também, com as pessoas que ainda não decidiram o ”que querem ser quando crescer!?”

“Não esqueça das suas habilidades.”